Consumismo: quando somos vítimas dele?

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Conteúdo enviado pelo internauta Thiago Thomaz Puccini (Jovens Sarados - Missão Barra Funda)

A sociedade moderna percorre uma das fases mais difíceis de sua existência. O coração do homem esqueceu-se do valor da espiritualidade e se fixou nas coisas terrenas. O consumismo é uma das razões da deterioração dos valores cristãos na vida das pessoas. É considerado uma praga secular, porque é prejudicial ao ser humano e não permite a proximidade com Deus. É uma compulsão que leva o indivíduo a comprar bens ou serviços de forma ilimitada e sem necessidade.

O Papa Bento XVI disse: “Em si mesmo os bens materiais são bons. Não poderíamos sobreviver por muito tempo sem dinheiro, vestuário e uma casa. Para viver, temos necessidade de alimento, mas se formos ‘gulosos’, se recusarmos partilhar o que temos com o faminto e o pobre, então transformaremos estes bens numa falsa divindade”. Quando o dinheiro é utilizado para fins consumistas, torna-se um ídolo. Percebemos tal idolatria, por exemplo, quando alguém faz compras até exceder seu limite de créditos; quando deixa de usar objetos (ainda úteis ou intactos) em pouco tempo, quando o assunto predominante do dia a dia são as compras feitas, quanto tem dificuldade de sair de um shopping sem comprar algo e até quando se sente mal por não possuir algo que está na moda. Há necessidade para tais atitudes ou sentimentos?

Diante desse contexto, o consumismo é resultado de distúrbios emocionais e psicológicos, ou de motivações sócio-econômicas. É uma forma de compensar a solidão consequente do individualismo. É um ato contínuo da autoestima deteriorada e da necessidade de ser original. Pode ser também um modo de demonstrar aos outros, aparentemente, ótima condição financeira e status social.

“Quando o dinheiro é utilizado para fins consumistas, torna-se um ídolo” Thiago Thomaz

Sendo assim, a nova simbologia de felicidade que o capitalismo gerou está baseada na ideia de que o consumo desenfreado pode trazer o bem-estar e promover as relações sociais. Entretanto, na prática isso não é verdade. O Sumo Pontífice chama à atenção: “O valor autêntico da existência humana não se confina unicamente nos bens terrenos e nos bens passageiros, porque não são as realidades materiais que apagam a profunda sede de sentido e de felicidade existente no coração de cada pessoa”.

As riquezas materiais permanecem aqui após a nossa morte. Por isso não devemos nos apegar a elas. Afinal, “não será a outrem que deixarás o fruto de teus esforços e o de teus trabalhos, para ser repartido por sorte?” (Eclo 14,15).

Nesta vida devemos procurar por outros bens…os bens de Deus! É com os amigos que devemos nos preocupar; é a família que devemos amar; nos estudos e no emprego que devemos nos esforçar; é o amor que devemos partilhar; é a esmola ao pobre necessitado que devemos dar; é a necessidade de estar mais próximo de Deus que devemos sentir! Esses são os verdadeiros consumos em uma vida valorosa!

“Buscai antes o reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo” (Lc 12,31). Mude o enfoque de sua vida! Seja rico das coisas de Deus!

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4 Comments to Consumismo: quando somos vítimas dele?

  1. Rodrigo José's Gravatar Rodrigo José
    27 de janeiro de 2012 20:51 Permalink

    Thiagão,rnrnUm belo texto, muitos jovens estão caindo nesta praga do consumismo, estão trocando a igreja pelos shopping´s. rnVamos orar e testemunhar para mudarmos essa realidade.rnrnAbraços!rnrnPaz e Fogooo!rnrnRodrigo Josérnhttp://filhodaigreja.blogspot.com/

  2. Maria Inês Miyata Ferreira's Gravatar Maria Inês Miyata Ferreira
    28 de janeiro de 2012 10:58 Permalink

    Quando o consumismo se torna um atalho de fuga, é sinal que nos perdemos do “Caminho”…

  3. Ricardo Gobatti's Gravatar Ricardo Gobatti
    29 de janeiro de 2012 11:55 Permalink

    Beeem Tomi!rn#Congratulations por mais um texto na Canção Nova ^^rnVocê é um cara iluminado man, seus textos irão ganhar divulgação naturalmente, continue com seu belo trabalho porque todo esforço será recompensador aos olhos de Deus!rnAbraços

  4. Sandra castro's Gravatar Sandra castro
    5 de novembro de 2012 19:10 Permalink

    Execelente, hoje o que importa é o ter; o ser não importa. Isso, as pessoas sofre na pele, por causa do preconceito, de não esta bem vestida, bem penteada. As vezes as pessoas se violenta, apresenta uma situação financeira que não condiz com sua condição financeira. Não tem um controle emocional. Também existe a facilidade de compra. Aí vai. Meu ponto de vista.